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Espiritismo Redivivo

quarta-feira, 13 de maio de 2009

CALAMIDADE PÚBLICA

CALAMIDADE PÚBLICA


A calamidade pública poder ser decretada quando existir danos à saúde e aos serviços públicos em sua totalidade. Nas condições de emergência ou calamidade pública os governantes podem contratar pessoas, serviços e obras sem licitação. Pode também obter recursos federais ou estaduais mesmo que estejam em débito com a União ou o Estado. Resta saber se o pronto atendimento vai ser colocado a disposição das áreas afetadas. Chuva atinge mais de um milhão em 13 estados, diz Defesa Civil. Governo diz que enviou mais de 132 mil cestas básicas às vítimas. Trinta e sete pessoas morreram em decorrência de temporais. A situação em toda região Norte e Nordeste é trágica, mas as ações governamentais, principalmente do governo federal têm sido muito acanhadas. A Cruz Vermelha afirma que existe uma dificuldade muito grande de deslocar o pouco que foi apurado, visto que a única solução de transporte é por via aérea.

Ficamos a imaginar quando o estado de santa Catarina estava debaixo d’água, à movimentação foi uma coisa fora do comum. A mobilização foi geral, inclusive estados do Nordeste se mobilizaram para ajudar os desabrigados pelas chuvas, mas a recíproca não está sendo verdadeira. Onde estão os meios de comunicação do sudeste do país e de outras regiões brasilianas, afinal senhores o Nordeste também é Brasil. Será que até na hora do desespero somos esquecidos e discriminados? Crianças, idosos, morrem a míngua por falta de alimentação, medicamentos e por incrível que pareça pela falta de água potável. Balanço da Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec), ligada ao Ministério da Integração Nacional, informa que as chuvas já provocaram danos em 357 municípios de 12 estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Acre, Amazonas, Pará. Segundo dados repassados pelas defesas civis estaduais, 1.150.900 pessoas foram afetadas por alagamentos e deslizamentos. Do site G1 observamos o seguinte: “O relatório nacional, divulgado dia 12 do mês de abril, mostra ainda que 196.365 pessoas estejam nas condições de desalojadas e por falta de abrigos tiveram que ir para casas de parentes e amigos.

Um montante de 99.709, desabrigadas seguiu para abrigos públicos. No total, 37 pessoas morreram em decorrência das chuvas, em oito estados (Ceará, Maranhão, Bahia, Alagoas, Paraíba, Sergipe, Pernambuco) O número de mortos era maior, mas, segundo a Sedec, a Defesa Civil do Amazonas revisou os dados e informou que não houve mortes relacionadas ou decorrentes das cheias. O governo federal diz que já enviou cestas de alimentos, material de limpeza e kits de abrigos para moradores das regiões atingidas pela chuva. Foram disponibilizadas 132.150 cestas de alimentos, compostas por arroz, feijão, açúcar, óleo, leite em pó, farinha de mandioca e macarrão. Um total de 1,4 milhões de itens como colchões, cobertores, travesseiros, fronhas, lençóis, filtros, lonas e mosquiteiros foram encaminhados às vítimas dos alagamentos. No Nordeste, o Ceará e o Maranhão são os estados que tem o maior número de municípios atingidos (78 cada). No Norte, a situação é mais crítica no Amazonas, que teve 44 cidades prejudicadas. Estas informações do site G1 carecem de veracidade, pois o que foi prometido para Santa Catarina ainda está sendo empurrando com a barriga. Vejam como as informações não batem: o jornal Diário do Nordeste publica: “Em solidariedade às vítimas das enchentes do Ceará, grupo de servidores públicos e estudantes desencadeiam uma massificada divulgação do quadro crítico das chuvas no Ceará em uma Rede de Solidariedade lançada na Internet, repassando para milhares de e-mails, transmitindo a cobertura de textos e fotos do Diário do Nordeste.

“Se a chuva proporciona beleza, pare e contemple; mas se gera angústia e destruição, ande e ajude”. A frase anterior, que iniciava a reportagem do Caderno Regional do último domingo, virou o lema dos internautas que divulgam as notícias sobre a situação das cheias no Ceará. Estamos adicionando estas notícias para desmentir o que foi dito em determinada emissora de televisão e não condiz com a realidade, senão vejamos: “Esperamos que os demais brasileiros nos entendessem, e nos ajudassem a socorrer os nossos conterrâneos nordestinos, assim como fizemos para Santa Catarina no ano passado e que no momento sofre com a seca. Esse é o preço que estamos pagando e vamos continuar pagando devido à poluição e degradação do meio ambiente”. O momento é de ajuda, não é necessário nem ler a matéria do Diário do Nordeste na íntegra. “No início basta olhar para a foto publicada na matéria e se transportar para o lado daquele que está apenas pedindo um prato de comida, porque está ilhado de água poluída, pagando pelo erro que não cometeu, diz a mensagem de João Marcélio, do município de Jaguaribe, a milhares de internautas brasileiros”.

Queremos saber até que ponto a população do Norte e Nordeste será discriminada pelo resto do Brasil. Solidariedade não tem raça, nem classe social tem que ser gerida por todos. A irmandade tão bem pregada por Jesus Cristo não repercute mais nos corações de determinados brasileiros. Estão mais preocupados com uma Copa do Mundo que acontecerá aqui e que serão gastos bilhões e a fome e a miséria continuará florescendo no Brasil. Ainda acrescenta: “imagine se fosse o nosso filho, o teu irmão, sobrinho, parente, enfim, um ser humano com um prato vazio pedindo comida, o que você faria? Esse é o ponto desesperador de um ser humano”. Todos os dias novos e-mails são espalhados às dezenas de milhares contendo as imagens do Diário do Nordeste com os estragos das chuvas e o desespero das famílias que perderam a casa, mas por pouco não perderam a vida. Felizmente temos que parabenizar a mídia local pelo apoio disponibilizado aos excluídos e lamentar a desatenção de outras regiões do Brasil que não aderiram à campanha e sem sentimentos de irmãos. Devemos seguir o velho jargão popular de que uma mão lava a outra e as duas lavam a face. Até quando My God?

ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MEMBRO DA ACI E DA ALOMERCE

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Antonio Paiva Rodrigues

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