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Espiritismo Redivivo

terça-feira, 23 de junho de 2009

A LEI DE MOISÉS

A LEI DE MOISÉS

A Lei de Moisés é mais conhecida por Pentateuco Mosaico, ou Lei de talião “dente por dente, olho por olho”. O Deus de Moisés, bem como de Abraão, Isaac e Jacó ficou na história como Jeová, Iaveh ou Javé, mas na realidade dos fatos foi assim chamado pelo Clã de Abrão como o Deus de Israel. Até nas palavras do Mestre Jesus vocês denotam a dureza deste Deus, que ficou conhecido como o Deus Guerreiro. Na filtração e na assimilação dos fatos as ocorrências inseridas na Lei Judaica ou Velho Testamento comprovam o que estamos reportando. Os antigos Gregos se inspiraram num provérbio, que ficou conhecido assim: “Três tipos de pessoas pagarão caro, perante o Tribunal do Altíssimo: os que não sabem e não perguntam; os que sabem e não ensinam; e os que ensinam e não praticam”. Achamos o termo grego muito duro e desconfortável para o ser humano atual, visto que toda regra tem exceção. Incluo neste rol os deficientes e os impossibilitados das mais variadas espécies que se encontram sem condições de exercerem este termo, ou este provérbio.

O homem imantado pelo egoísmo, pela ganância, pelo desamor, não poderão exercer tal mister, pois suas consciências vão se encontrar no ócio e adormecidas no coração de um ser hominal imperfeito. Uma pergunta que não quer calar vem sempre a nossa mente quando tocamos em assuntos religiosos. Será que existe pecado? “Alguns estudiosos, e teólogos principalmente, afirmam que o Pecado é inerente ao ser humano. Muito lógica esta afirmação, visto que somente ele neste mundo material é dotado de inteligência, ou será que querem imputar pecados aos animais irracionais? Porém, persistir em determinados pecados é multiplicá-los em gravidade. Para alguns o pecado e o uso da expressão, persistir em ‘determinados pecados’ seria a multiplicação deles. Queremos dar uma conotação de que a verdade vence tudo ou tudo vence, têm as suas exceções, pois a única verdade que vence tudo é a Divina. Gênesis, Êxodos, Levítico, Números e Deuteronômio foram os livros atribuídos a Moisés.

“Pentateuco é mais uma palavra de derivação grega cujo significado é “cinco rolos” ou ‘livros” e são os cincos que compõem a Bíblia judaica. Não sendo um Código Moderno será que seus ensinamentos servem para os dias atuais, visto que o Pentateuco é uma história de Israel que vai desde a criação do mundo até a morte de Moisés. Podemos afirmar que a autoria destes livros pode ser ou não de Moisés, pois ele narra a sua própria morte nos livros. Os livros do Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio, constituem a maioria do Pentateuco. Por esta razão os judeus o chamam “Lei” Ou “Tora”, pois ‘a vontade de Deus’ exprime a exprime. Mas, temos que mostrar que o Pentateuco não é um Código moderno de leis, nem um manual de histórias do povo de Israel. A Lei não é uma simples expressão da vontade de um povo organizado, e sim o fruto da aliança, a expressão da vontade de Deus a respeito do povo que ele elegeu. Lembrem-se de que o povo elegido por Ele foi o de Israel. Teria Moisés recebido estas Leis no Monte Sinai (Êxodos, Levítico e Números de 1 a 10) e nas estepes de Moab (Números 26 a 36 e Deuteronômio). Por isso a autoria do Pentateuco foi atribuída pela tradição judaica a Moisés.

Na própria Bíblia vemos a contradição quando um exame mais crítico mostra que no Pentateuco estão recolhidas tradições narrativas e legislativas que vão desde a época dos patriarcas (século XVIII a.C.,) até o tempo de Esdras (Século V a.C.,). Daí vem uma sigla com as letras J, E, D e P – que são tradições que “surgiram provavelmente” em torno de santuários denominados Javistas, Eloístas, Deuteronistas e Sacerdotal nos séculos X, IX, VII e VI a.C., e depois entraram na redação final do Pentateuco. A fonte Javista se caracteriza pelo nome de Javé e ocupa-se da formação e das origens do mundo, da humanidade e Israel. Além da história dos patriarcas, do êxodo do Egito, da peregrinação pelo deserto e termina com a morte de Moisés. Sua linguagem é concreta, imaginativa e o conceito de Deus é antropomórfico, isto é, Deus é alguém que age como homem, está próximo e convive com o homem (Cf. Gen 2-3).

O Eloísta designa Deus pelo nome de Eloim, reservando o nome Javé só para depois da revelação de Moisés (Ex 3). Fala dos patriarcas, do êxodo do Egito, na peregrinação pelo deserto, da teofania (palavra de derivação grega. theopháneia ou theophanía, relacionadas à manifestação de Deus em algum lugar, acontecimento ou pessoa) do Sinai e termina com a morte de Moisés. Tem gosto pelos sonhos e tendências à moralização. Sua concepção de Deus é mais espiritual, desde a necessidade de as figuras de intermediários, como anjos e profetas, ao falar da comunicação de Deus com o homem. A fonte Deuteronômica se restringe quase unicamente ao Deuteronômio e seu estilo é oratório, caracterizado por fórmulas estereotipadas (Que é sempre o mesmo, que não varia; invariável, fixo, inalterável), como “ouve Israel”, o “Senhor teu Deus” “o país onde corre leite e mel”. Insiste na centralização do culto em Jerusalém, na eleição gratuita de Israel e no amor de Deus. A fonte sacerdotal gosta de genealogias, cronologias, números e sua linguagem são repetitivos e monótonos. Sublinha claramente a transcendência e a soberania divina sobre a criação. Embora esteja presente em todo o Pentateuco, se identifica sobre tudo com o Levítico, onde se expressa de modo especial o seu marcado interesso pelo culto.

A redação final do Pentateuco aconteceu no século (V a.C.,) conservou estilo, o espírito e a teologia (palavra de derivação grega. theología, 'ciência dos deuses'. Corresponde ao estudo das questões referentes ao conhecimento da divindade, de seus atributos e relações com o mundo e com os homens, e à verdade religiosa, bem como do estudo racional dos textos sagrados, dos dogmas e das tradições do cristianismo e o tratado ou compêndio de teologia. O conjunto de conhecimentos relativos à teologia, ou que têm implicações com ela, ministrados em cursos ou nas respectivas faculdades) das tradições. Sem eliminar incongruências, alinhou narrativas duplas (como a criação: Gen 1,1-2,4ª e 2,4b-25) ou tríplices (como o episódio da mulher do patriarca: (Gen 12, 10-20; 20,1-18; 26, 7-11). Outras vezes, porém, o trabalho redacional foi maior, tornando-se difícil distinguir as fontes. O redator final conseguiu dar uma profunda unidade ao Pentateuco, marcadas pelos grandes temas da promessa da eleição, do amor , da fidelidade e da esperança, que ainda em nossas opiniões ainda não foram assimiladas pelo povo de Israel onde a beligerância predomina aliada a dominação e o desamor contra os palestinos.

O Pentateuco de Israel olha para o seu passado e descobre Deus como alguém que o elege e conduz; vive com ele e age em seu favor mesmo quando desobedece. Sente-se assim convidado a imitar a fidelidade ao Deus das promessas a exemplo de Abraão, Isaac e Moisés. Por isso as exigências do culto e da lei devem ser vistas como uma expressão do amor de Israel a Deus, sobre todas as coisas. Queríamos ainda apimentar tais situações colocando as interferências de Esdras e São Jerônimo na compilação da Bíblia. Do desrespeito de Moises com as Tábuas das Leis Divinas, pois decorridos 40 dias e quarenta noites de sua ausência e por estar bastante debilitado, seu próprio irmão deduzira que Moisés teria morrido. Resolveram então fazer uma reverência que não agradou Moisés e o Bezerro de ouro que foi construído e pelo exagero de vinho tomado por seus seguidores, Moisés em estado de raiva, dominado pelo ódio jogou as Tábuas para destruir o bezerro. Faltou com o devido respeito ao seu próprio Deus e depois ainda mandou executar como castigo 3.000 seres humanos que o acompanhavam, desobedecendo mais um mandamento que estava escrito: “Não Matarás” e ele sem dó e piedade dizimou 3.000 seguidores.

Pelo que vimos pelos relatos bíblicos à figura de Jeová não pode ser considerado como Deus Onisciente, Onipotente e Onipresente, pois além de ter sido antropomorfisado (Tendência para atribuir, ou a forma de pensamento que atribui formas ou características humanas a Deus, deuses, ou quaisquer outros entes naturais ou sobrenaturais. Na filosofia a aplicação a algum domínio da realidade (social, biológico, físico, etc.) de linguagem ou de conceitos próprios do homem ou do seu comportamento). Além do mais o Deus de Israel era dominador, não tinha complacência, não admitia derrotas e os derrotados eram punidos com a pena de morte e ainda hoje lá no território de Israel o amor não se instalou. A morte ronda a cidade todas as horas, o dia todo. Jesus embora tenha dito que não mudaria as Leis de Moisés, mudou-as, pois no seu íntimo estava implantado o amor e o perdão.

Pegou os dez mandamentos e reduziu a dois: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”. Jesus chama Deus de meu Pai diferente de seus antecessores e o Deus Pai Todo Poderoso era mais bondoso, carinhoso, contemplativo e se compadecia do sofrimento dos outros. Ele pode tudo, mas pelo livre-arbítrio, a inteligência e mais o instinto deixou que o homem escolhesse sua personalidade e maneira de viver. Ele não interfere na vida dos homens, tanto é que poderia ter evitado o sofrimento e morte de seu filho amado, mas a destinação de Jesus era aquela e o Pai jamais iria derrogar suas próprias leis. Em Matheus 5,17-19; Jesus diz: “não pensem que eu vim para acabar com a Lei de Moisés ou com os ensinamentos dos profetas. Não vim para acabar com eles, mas para dar o seu sentido completo. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: enquanto o Céu e a terra durarem, nada será tirado da Lei. – Nem a menor letra, nem qualquer acento. E assim será até os fins de todas as coisas. Portanto, qualquer um que desobedecer ao menor mandamento e ensinar os outros a fazerem o mesmo será considerado o menor no Reino do Céu. Por outro lado, quem obedecer à Lei e ensinar os outros a fazerem o mesmo será considerado grande no Reino do Céu. Pois eu afirmo a vocês que só entrarão no Reino do Céu se forem mais fiéis em fazer a vontade de Deus do que os mestres da Lei e os Fariseus.

Que somos nós para julgarmos estas lindas palavras de Jesus, mas ele mesmo afirmou que todos nós seremos salvos, mas cedo ou mais tarde, pelo arrependimento, pelo perdão. Perdão para Jesus tem muito a ver com as atitudes erradas do homem, pois aqueles que amavam o Mestre não se envergonhavam diante do perdão. Jesus quando perdoava as pessoas que se inseriam no erro sempre tinha uma expressão bem condizente com sua atribuída pelo Pai Maior. Esta frase de Jesus ficou conhecida para sempre: “Aquele que não tiver pecado que atire a primeira pedra”, referindo-se a multidão que queria linchar uma mulher adúltera.


ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MEMBRO DA ACI-DA ALOMERCE E DA AOUVIR/CE.

DOGMAS

DOGMAS

Dogma palavra conhecida nos meios religiosos, mas infelizmente poucas pessoas sabem o seu significado ou sua sinonímia. Poderíamos enunciar diversos significados para esta palavra que tem derivação latina - dogma, atis e do grego - dogma, atos, ‘decisão’. Também pode assumir um ponto fundamental e indiscutível duma doutrina religiosa, e, parte exteriorizada de qualquer doutrina ou sistema religioso. Na Igreja Católica Apostólica Romana, ponto de doutrina já por ela definido como expressão legítima e necessária de sua fé. Na sua acepção original grega e latina significava uma convicção, um pensamento firme e decidido. Posteriormente a palavra passou a significar verdades indiscutíveis de uma doutrina religiosa. O Dicionário Aurélio o define como “ponto fundamental e indiscutível duma doutrina religiosa e, por extensão, de qualquer sistema ou doutrina”. Já a Enciclopédia e Dicionário Internacional W. M. Jackson caracteriza-o como “artigo de crença religiosa ensinado com autoridade e dado como sendo de uma certeza absoluta”. (grifo nosso). O dogma, considerado imparcialmente, constitui desafio e castigo simultâneos. Desafio à inteligência investigativa e construtiva, para que se dilate no mundo a noção do Universo Infinito, e castigo às mentes ociosas que renunciam levianamente ao dom de pensar e decidir por si mesmas as questões sagradas do destino.


Em 325, no Concílio de Nicéia, hoje uma cidade Turca, 318 bispos reuniram-se para debater as mais diversificadas questões concernentes à Igreja, tais como o dogma da Trindade, o Credo dos Apóstolos e a expulsão do primeiro herege famoso e de peso, chamado de Ário de Alexandria. (grifo nosso). Em 1264, o Papa Urbano IV institui a festividade de “Corpus Christi” e a respectiva Oitava, fundamentando-se em uma revelação obtida pela freira Juliana de Liége (mediunidade). Com isso teve início a evolução da doutrina conhecida como “Eucaristia”. Festividade muito comemorada pelos católicos e o dia considerado feriado em todo Brasil, no dia 11 de junho. Os dogmas são conceitos humanos e normalmente atribuídos aos Papas no Vaticano. Para os hebreus, o dom de Deus era o dom do Espírito Santo, isto é, a inspiração, o amparo, o concurso de bons Espíritos, coisas que Deus concede a todo homem cujo coração o encaminha para Ele e que se mostra pronto a receber seus ensinos, seus benefícios.


O dom de Deus é a assistência, a inspiração, o amparo, o concurso dos bons Espíritos, que o homem recebe consciente ou inconscientemente e que lhe abrem ao Espírito, a inteligência e ao coração as sendas do progresso e o encaminham para a perfeição. O que chamais de inspiração, o gênio da ciência e da caridade, e que o homem, na sua ignorância e no seu orgulho, atribui exclusivamente a si mesmo, é o “dom de Deus”. Algumas religiões que discriminam a Doutrina Espírita afirmando que os espíritas ou espiritistas conversam com os mortos, respondemos para os neófitos que o “telefone” toca de lá para cá e não de “cá para lá”. Inclusive se os curiosos ao lerem em Deuteronômio 18:9-11 notarão que algumas Bíblias já trazem o nome Espiritismo como se este tivesse surgido naquele tempo. Nem se cogitava essa nomenclatura, ela surgiu em 1857 com Allan Kardec. Esquecem os críticos que na Necromancia que é um modo astucioso de fazer adivinhação pela evocação dos espíritos. No Espiritismo esta prática inexiste. Saul consulta aos mortos ao procurar a feiticeira de Endor (1 Sm 28:8). (grifo nosso).


“A Necromancia é a forma de adivinhar ou adivinhação pelo exame das linhas da palma das mãos. Quiromantes da Idade Média procuravam na Bíblia apoio para a sua arte. Apresentam versículos tais como: ‘ele sela as mãos de todo o homem, para que conheçam todos os homens a sua obra”, e:” Aumento de dias há na sua mão direita; na sua esquerda, riquezas e honra” (Jô 37:7; provérbios 3:16). As protuberâncias, ou montes, da mão, foram também levados em conta, pois se pensava que representavam os planetas e, portanto, revelavam algo a respeito do indivíduo e seu futuro. A televisão mostra os “trabalhos” de “feiticeiros” e “adivinhos” como Mãe Dinah, Leiloca Connection, Pai Molenga, Walter Mercado (Vulgo “Ligue Djá”), Irmã Jurema, Irmã Sara e outros “futurólogos”. (grifo nosso). Queremos fortalecer nossos pensamentos de que o futuro só a Deus pertence. Estas conotações são de Jeovah Mendes conferencista e articulista da história secular e religiosa. Jeová escreveu vários livros, entre eles: “Curiosidades da Bíblia e da História: de Adão aos nossos dias”. Muito bom por sinal.

Existem muitos dogmas criados pelos Papas e se fôssemos enumerar todos não disporíamos de espaço suficiente. Só se escrevêssemos um livro contando todas as nuanças dos dogmas e dos Concílios que deram origem a estes, mas para não passarmos em branco vamos citar o que diz que o “Sinal da Cruz” - foi copiado pela Igreja Católica dos antigos caldeus e egípcios para espantar segundo ela, os demônios. Em 1219, o Papa Gregório IX toma a decisão de proibir, no Concílio de Toulosa, a leitura da Bíblia pelos leigos. Em 1414, o Concílio de Constança estabelece a proibição de que se dê, aos leigos, o Cálice na Santa Ceia. Por isso, o fiel católico romano passou a comungar numa só espécie: a hóstia, simulacro do pão. (grifo nosso). Nesse mesmo Concílio, o Padre João Huss, por discordar do Papa, foi transformado num herege e conduzido a fogueira. Este dogma continua até os dias atuais.

Os dogmas estão aí todos oriundos das invenções e das imperfeições humanas, acreditem se quiser, mas a história não falha. Fica na crença de cada um, pois não temos o direito de discriminar ninguém, visto que como afirmamos, o homem tem o seu livre-arbítrio dado por Deus e só Ele pode dizer se (A) ou (B) estão praticando suas crenças voltadas para o amor, para o perdão e a caridade. Pensem nisso!

ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MEMBRO DA ACI-DA ALOMERCE E DA AOUVIR/CE

O MEDO ATORMENTA

O MEDO ATORMENTA

A palavra medo é uma derivação latina de metu que representa um sentimento de grande inquietação ante a noção de um perigo real ou imaginário, de uma ameaça; susto, pavor, temor, terror. O jornal O Povo em sua edição de 25 de maio de 2009, traz como manchete principal a violência urbana com inserção da frase: “crianças expostas ao medo”. Diríamos de antemão que não só as crianças estão expostas ao medo, mas toda a população do Estado e quiçá do Brasil. “O entendimento de que existe gente disposta a fazer mal a outra, cada vez mais cedo e de forma mais dramática ao universo das crianças, o matutino epigrafado inicia uma série mostrando histórias de crianças que crescem sob a influência da violência urbana, um trauma que atinge pais e filhos”.

“Numa sociedade cada vez mais assustada, o diálogo e o apoio continuam sendo a melhor saída”. Sobre a designação da palavra medo encontramos no dicionário do Aurélio as seguintes conotações: “a medo, timidamente, hesitantemente; não ter medo de careta(s), não se amedrontar com ameaças. Pelar-se de medo, ter um medo que se péla, ter medo da própria sombra, assustar-se ou apavorar-se por qualquer motivo, ter medo excessivo; pelar-se de medo. Infelizmente nós seres humanos estamos inseridos neste teatro do medo. Ele apavora, consterna causas depressões e a velha síndrome do pânico e o real é que muita gente não quer mais sair de dentro de casa como receio da violência.

É uma situação que devemos enfrentar, pois nem dentro de casa temos a segurança necessária. Referindo-nos a uma indagação sobre a maioridade das crianças tivemos que responder o que achávamos e num piscar de olhos tivemos a ideia e colocamos o nosso pensamento a respeito do caso. Uma indagação difícil para uma resposta inteligente. A partir de qual idade o menor deve responder por seus atos? Partindo-se da premissa que a sociedade é egoísta, materialista e que não leva em conta o amor, a caridade e o perdão, esta trindade se inserida nos lares com certeza a qualidade de vida seria muito melhor e o comportamento humano mais agradável. Os pais e a família têm papel preponderante na educação desses jovens.

Por que os menores matam? Além do ócio, da falta de cuidado de determinadas famílias, dos aproveitadores, dos responsáveis pela pobreza e pela miséria, estes seres estão totalmente esquecidos pelos órgãos responsáveis pela educação. A Constituição Brasileira é rasgada pisoteada todos os dias, enquanto o ápice da pirâmide cresce, a base se multiplica. A disparidade social no Brasil é geênica demais. Até nas escolas os intrusos fazem o que querem e ninguém de sã consciência toma providências. A situação do Brasil é dolorosa e preocupante. Precisamos urgentemente de uma reforma íntima em todos os sentidos. A realidade é que o homem esqueceu que Deus existe, esqueceu daquele que veio pregar o amor e paz e foi crucificado. As religiões aderiram ao capitalismo e estão perdendo suas finalidades. A única solução seria espiritualizar o homem, mostrar-lhe que a vida é importante, e que sem amor ninguém vive, e ele dever ser compartilhado. No Brasil tudo pode, é o País do Tudo e do Nada.

Dizem que Deus criou o homem a sua imagem e semelhança não acreditamos, pois Deus é divino é partidário do amor e o ser humano está longe disto, e além do mais não quer assimilar o amor, nem respeitar seu semelhante. Como medida urgente ou como solução paliativa seria de bom alvitre a retirada das ruas de todos menores e adolescentes infratores. Dá-lhes a educação para uma vida melhor. O ser humano pode ser educado em três fases: de zero a sete anos, dos sete aos 14 e dos 14 aos vinte e um anos. O menor de idade deveria passar por um teste psicológico para se saber o seu grau de inteligência ou assimilação ou de periculosidade, mas isto não acontece nas escolas. Um ser humano a partir dos 14 anos já sabe tranquilamente o que quer da vida. Se ele mata sabe que tirou uma vida e deve responder por isso. Vejam que há milênios as meninas casavam muito novas, no desabrochar dos seus 14 ou 15 anos.

Sou a favor da maioridade aos 14 ou em última hipótese aos 16 anos, visto que a consciência já está bem formada e se o cometimento de uma falta grave não receber a punição devida à situação da violência não sofrerá solução de continuidade. O menor infrator de um jeito ou de outro deve responder por seus crimes. Em outros países, principalmente os de primeiro mundo, menores são punidos exemplarmente por suas faltas. Aqui isto não acontece porque muitas famílias de grande posse, de médio também não querem passar por dissabores de ver suas crias num reformatório pagando pelos pecados que cometidos. Deem a educação que as crianças merecem e a situação em nosso país se reverterá. O problema crucial é que as autoridades ainda não mediram como deviam as consequências que uma família passa por ter um ente querido retirado do seio familiar vitimado por atos inconcebíveis praticados por menores desocupados.

Menores infratores que na maioria das vezes agem sob o efeito de droga, principalmente o crack, deveriam ter uma assistência maior por parte dos órgãos responsáveis pela criança e adolescente. O governo de São Paulo diz que a lição vem da escola. Governo paulista indica e depois recolhe livro obsceno, colocando em dúvida critérios de seleção. A Secretaria de Educação deste estado recolheu o livro “dez na área, um na banheira e ninguém no Gol” que estava na lista de leitura complementar para os estudantes da terceira série do ensino fundamental – crianças de nove anos, em média. A decisão foi tomada porque descobriram que a publicação reforça estereótipos, usa palavrões e faz referencias à sexualidade e ao tráfico de drogas. Pode Freud? Vêm o governo com a desculpa que à distribuição foi pequena, apenas 1.216 cópias.

Já no mês de março de 2009, outra falha grave – 500 mil cópias de uma cartilha circulavam com um mapa da América Latina sem o Equador e com dois Paraguais. Quem seria o culpado por esta horrenda atitude governador José Serra? Os professores, diretores, secretários de Educação do município e do Estado que aprovaram e adotaram este tipo de revista. Cabe ao governo adotar providências e descobrir a origem desta imoralidade. A verdade ninguém quer aceitar a educação de antigamente por ser mais rigorosa não tinha o viés da violência que tem hoje. Os menores eram mais pacatos, as brincadeiras mais saudáveis. Com o aumento da tecnologia novos aparatos foram colocados a disposição da gurizada. Jogos violentos, gibis, seriados televisivos violentos, uso indevido da internet, o aumento do consumo do álcool, a expansão da pornografia são vetores negativos que contribuíram para a atual situação e ainda vem o Código de Defesa da Infância e da Adolescência para acabar com o meio que os pais dispunham a força educacional. A força educacional não está relacionada ao exagero nem a violência e sim ao respeito, e é de bom alvitre usar esta força e ter filhos educados, do que afrouxar a guarda e lamentar a deseducação dos mesmos tornando-os presas fáceis aos indutores da violência, da desgraça e da perdição humana. Pensem Nisso!


ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MEMBRO DA ACI E DA ALOMERCE

APÓS A MORTE!

APÓS A MORTE!

A morte tem se tornado um tabu difícil de ser batido pela população terrena. Anelamos esta estagnação biológica as imperfeições humanas. Na qualidade de imperfeito o ser hominal sofre por tudo. Ausência, separação, inimizade, falta de amor no coração, desprezo, inveja, orgulho, falta de compreensão, isolamento do meio em que vive por doenças, ou causas indefinidas, desesperança e ao consequente desconhecimento do ato de perdoar e ser perdoado. Os seres humanos que conseguem a diamantização do amor e do perdão, em seus corações sofrerão muito menos com as perdas de entes queridos. É vero esta afirmativa? Sim. Mas, ainda podemos dispor do estudo e da compreensão do valor da espiritualidade em nossas vidas. Entre os animais, apesar de sermos os mais inteligentes, em contrapartida somos considerados os mais fracos e os mais sensíveis.

A função do homem no orbe é tão importante que este ser não pode se dá ao luxo de extrapolar as suas forças. Visto que pode afetar seu sistema imunológico e tornar-se vítima de seus atos desastrosos. A vida é um dom divino e devemos prezar por ela com todas as defesas que possuímos. Do latim homine sua sinonímia vai qualificar e definir como qualquer indivíduo pertencente à espécie animal que apresenta o maior grau de complexidade na escala evolutiva, o ser humano. A espécie humana, a humanidade, o ser humano, com sua dualidade de corpo e de espírito, e as virtudes e fraquezas decorrentes desse estado mortal. Vida e morte caminham juntas desde o nosso nascimento. O nascimento é envolto em alegrias, preparativos especiais, confraternizações, enquanto a morte destrói toda esta alegria, transformando-a em tristeza incomensurável.

Isto ocorre em virtude da falha na educação religiosa, pois as caracterizações deste fenômeno material foram distorcidas. Criação do inferno com a figura do diabo, do capeta, do demônio com espetos, chamas e frases que ninguém consegue esquecer. Quem desobedece as Leis de Deus queimarão no fogo do inferno. O purgatório uma palavra de derivação latina tem como adjetivação teológica, o lugar de purificação das almas dos justos antes de admitidas na bem-aventurança, qualquer lugar onde se sofre por algum tempo, a expiação, o padecimento e o sofrimento. Só que este sofrimento tem conotações catastróficas para a maioria das religiões cristãs. Como citei antes o ritual do nascimento é uma glória e da morte um desespero. Poderemos então indagar o que nos espera no além-túmulo? “O além-túmulo não nos salva e nem nos condena.

A única diferença: aqui temos uma matéria densa; lá, somos dela despojados. Há de se ter muito cuidado com o que pregam muitas religiões. As religiões têm grande influência na percepção do crente para o que há de vir. A maior parte delas recomenda-nos fazer o bem em vista de uma recompensa de além-túmulo. Está aí o móvel egoísta e mercenário que deve ser evitado. Segundo Sérgio Biagi Gregório um grande estudioso da Doutrina espírita o Céu e o inferno são situações em parte criadas pela mente humana. O "Céu e o Inferno" fazem parte da ortodoxia católica, em que pressupõe lugares circunscritos no plano espiritual.

O Espiritismo esclarece-nos que tanto um quanto o outro deve ser entendido como estado mental. Se, ao desencarnarmos, formos bafejados pelos eflúvios balsâmicos, poderemos nos considerar no céu; se, ao contrário, formos influenciados por vibrações pesadas, convém nos considerarmos no inferno. Dolorosa, cheia de angústias para uns, a morte não é, para outros, senão um sono agradável seguido de um despertar silencioso. Bela definição que poderíamos ter convivido com ela durante nossa infância e adolescência para termos um futuro menos doloroso. Em geral, a palavra Céu designa o espaço indefinido que circunda a Terra, e mais particularmente a parte que está acima do nosso horizonte. Vem do latim coelum, formada do grego collos, côncavo, porque o céu uma imensa concavidade.

O Céu é o espaço infinito, a multidão incalculável de mundos. Referindo a este definição vamos encontrar respaldos legais quando o Mestre Jesus afirma: “Na casa do Meu Pai existem muitas moradas”. O Céu de Jesus é o reinado do espírito, é o estado da alma livre, que, emancipando-se do cativeiro animal que é a nossa matéria grosseira, ergue altaneiro voo sem encontrar mais obstáculos ou peias que a restrinjam. Pegando novamente um gancho nos ensinamentos de Sérgio Biase temos a dizer que: “os Espíritos fazem ou deixam de fazer depende do grau de Evolução de cada um. Os Espíritos que desencarnaram em estado de "pecado" deverão sofrer as conseqüências de seu "carma"; somente depois de se equilibrarem poderão assumir uma tarefa no Mundo Espiritual.

Já, aqueles que desencarnam em estado de equilíbrio espiritual podem assumir tarefas específicas. Lembremo-nos dos seis ministérios, relatados pelo Espírito André Luiz, no livro Nosso Lar. A maioria dos Espíritos que ali habita estuda e se prepara para uma nova encarnação. O grau de evolução que Sérgio Biasi fala é tudo aquilo que o encarnado praticou na Terra, o nosso planeta de provas e expiações e os que desencarnam pelo “pecado” são aqueles que pelo seu egoísmo, falta de amor e do perdão continuam apegados ao mundo material como encarnados fossem e estão neste orbe para perturbar os encarnados nas mais diversas situações, dentre elas, os vícios, os sofrimentos de perda e de amor.

O Céu pode ter diferentes definições às diferenças são materiais e espirituais. O Céu na visão espiritual são esferas santificadas onde habita Espíritos superiores que exteriorizam, do próprio íntimo, a atmosfera de paz e felicidade. Estamos colocando a disposição dos amigos leitores (as) diversas derivações da significação da palavra Céu, tanto material como espiritual. Céu e inferno, portanto, são dependências que construímos em nosso íntimo, vitalizadas pelas aspirações e mantidas a longo esforço pelas atitudes que imprimimos ao dia a dia da existência. È bom salientar de que o céu começará em nós mesmos. Diríamos que o Mundo Espiritual é um aglomerado de céus que o Espírito terá que passar premiando-o ou penalizando-o pelas boas ou más ações praticadas na Terra.

Sendo diferente a definição as palavras do Mestre Jesus e do apóstolo dos Gentios, Paulo de Tarso não teriam nenhum significado. As cidades espirituais elevadas possuem atividades avançadas de aprendizagem e de trabalhos que as criaturas da Terra estão muito longe de imaginar e mais distantes ainda da possibilidade de realização semelhante aqui, na vida física. Dentre os trabalhos organizados e eficientes na área do esclarecimento, para um grande número de espíritos desencarnado, encontram-se também os estudos quanto ao tema Sexo, o qual é tratado com seriedade, profundidade, obedecendo a um programa pré-estabelecido. O período entre a desencarnação e a nova reencarnação chama-se erraticidade. A morte nunca será o fim da existência, pois o Espírito é imortal ela apenas troca a veste velha surrada por uma nova e macia. As colônias espirituais são locais que a maioria dos espíritos é encaminhada para tratamento.

O choro é o ranger de dentes (bruxismo) são locuções (choro, ranger de dentes) que são empregadas no sentido alegórico. Exprimem as torturas morais por que forçosamente tem de passar o Espírito endurecido e consciente de que esse endurecimento é a causa única de seu sofrer. (Espiritismo de (A) a (Z). O choro e o ranger de dentes simbolizam as torturas morais na erraticidade e os sofrimentos da encarnação em mundos inferiores a Terra. O conhecimento exato dos meios de chegar-se à perfeição moral são as Chaves do Reino dos Céus. Ademais para que ter medo de morrer se o mundo espiritual será uma experiência benfazeja e de lá saímos para encarnarmos na Terra e de lá depois da erraticidade voltaremos para completar nossa missão.

A evolução humana só é possível através da reencarnação. Muitas pessoas que talvez por desconhecimento de causa e por terem sido induzidas ao erro afirmam que a reencarnação não existe, convém salientar que a toda poderosa Igreja católica no Primeiro Concílio ecumênico realizado em 325, na cidade de Constantinopla, condenou a doutrina arianista, o livre exercício da mediunidade e outros pontos mantidos pelos cristãos primitivos, do que recomendou constituir-se marco inicial da desagregação e decomposição do cristianismo nas suas legitimas bases de que se fizeram paradigmas Jesus, os discípulos e os seus sucessores.

Convém salientar que esta igreja católica não é a atual, Igreja católica Apostólica Romana, visto que esta foi fundada em 381 depois de Cristo, por um decreto imperial denominado “Cunctus Populos”. O imperador era Teodósio I, a palavra Cunctus Populos significa todos os povos. Os medos da morte têm muitas causas e a maior seja o instinto de conservação. Há o medo natural do desconhecido, os temores da consciência pesada e as influências das religiões, que nos criam uma imagem funesta do que há de vir. As mudanças feitas pela IC (igreja católica) sempre tiveram a finalidade de causar desavenças e incredulidade. No Concilio de Constantinopla do século IV para o V, eles eliminaram o nome reencarnação e substituíram por ressurreição numa votação tumultuada. Para encerrarmos a nossa dissertação acerca do medo da morte queremos citar detalhes que poucos sabem senão aqueles de estudam a fundo o Livro dos espíritos de Allan Kardec.

“As sensações descritas pelos Espíritos desencarnados assemelham-se e podem ser resumidas da seguinte forma: todos afirmam terem se encontrado novamente com a forma humana, nessa existência; terem ignorado, durante algum tempo, que estavam mortos; haverem passado, no curso da crise pré-agônica, ou pouco depois, pela prova da reminiscência sintética de todos os acontecimentos da existência que se lhes acabava; acolhidos pelos familiares e amigos; haverem passado "sono reparador"; terem passado por um túnel. O Espírito André Luiz descreve no livro Nosso Lar, que sentia "Uma sensação de perda da noção de tempo e espaço. “Sentia-se amargurado, coração aos saltos e um medo terrível do desconhecido”. O Espírito André Luiz escolheu este pseudônimo em homenagem ao irmão do grande médium Chico Xavier, e antes de chegar a Colônia Nosso Lar, André Luiz passou oito anos e seis meses no Umbral local das penitências ou reparações com queiram. Pensem nisso!



ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MEMBRO DA ACI-DA ALOMERCE E DA AOUVIR/CE

CRIANÇAS E IDOSOS

CRIANÇAS E IDOSOS


Da adolescência a maturidade está os novos desafios que se colocam como interpeladores nas fases de mudança de vida. Muitos estudiosos em psicopedagogia afirmam que estes dois seres são os principais alvos de maus-tratos. Você concordaria com tal posicionamento? Sim ou não? Falta de profissionais qualificados amplia registro de agressões contra segmentos ou instituições que cuidam e zelam por estas frágeis criaturas. Quem seria mais discriminado em nosso país? O idoso ou a criança? É uma indagação que não quer calar! Ambos têm Códigos de Defesa. O da Infância e do Adolescente e o Código de proteção ao Idoso. Serão citados códigos suficientes para tornar as duas classes felizes? Achamos que não, visto que as diretrizes e os azimutes voltados para o bem dos dois tipos de hominais ainda é tímido e muito pouco ou pouco demais.


Criança na expressão escorreita da palavra é uma derivação latina de creantia, criantia, ser humano de pouca idade, menino ou menina. Há quem chame o ser pequenino de párvula outra palavra de derivação latina parvulu que significa 'pequenino', por via erudita, tolo, pessoa ingênua e infantil. As crianças de peito são aquelas que ainda mamam nos seios de sua mãe. Já o idoso é a pessoa que tem bastante idade, velho, depauperado, mas com o passar do tempo esta nomenclatura se transformou em “melhor idade” ou terceira idade. Vocês concordam que a terceira idade seja a melhor idade do ser humano? Achamos que não. “A expectativa de vida dos brasileiros está crescendo, entretanto, o País não se preparou para cuidar desse segmento, segundo Jacilda Urquisa. Ela foi à pessoa que apresentou indicação à Mesa Diretora da Alepe, sugestão à Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, a criação de um programa gratuito e permanente para capacitar babás e cuidadores de idosos. “Temos em torno de 13 milhões de idosos e as projeções apontam para mais de 30 milhões de pessoas com 60 anos de idade ou mais, em 2025”, destacou. Os profissionais desta área terão empregos garantidos em razão desta estatística da qual não poderemos escapar. É realidade pura.


Alguns dias atrás nós fomos surpreendidos por uma matéria televisiva onde crianças e adolescentes estavam vivendo a custa da prostituição em determinado Estado brasileiro. A matéria teve uma conotação geênica em virtude de uma mãe que adotou um sistema gravíssimo para arrecadar dinheiro, vender suas próprias filhas. “Vender” neste caso seria ceder por tempo indeterminado a filha para a prática do ato sexual a determinada pessoa, bem como satisfazer seus instintos bestiais. Infelizmente, ainda temos que conviver com estas aberrações que partem de adultos inescrupulosos, desumanos não importando o parentesco que a vítima tenha com o aliciador. Jesus em Matheus, 18:10 diz: “Cuidado para não desprezar um desses pequeninos, porque eu vos digo que seus anjos estão continuamente nos Céu, na presença do meu Pai Celeste.” Poderemos inserir aqui nesta matéria a Parábola da ovelha desgarrada quando Jesus nos esclarece com uma pergunta: ‘O que vos parece? Suponhamos que um homem possua cem ovelhas e uma se desgarre. Não deixará - ele as noventa e nove na montanha para ir buscar a ovelha que se extraviou? E eu vos asseguro que, ao encontrá-la sente mais alegria por ela do que pelas noventa e nove que não se extraviaram.
Assim a vontade de vosso Pai Celeste é de que não se perca nem um só destes pequeninos.


Com esta lição nós não devemos abandonar jamais uma criança que se perdeu por qualquer motivo, seja por drogas, prostituição ou outras infrações. Devemos usar de todos os métodos para recuperar esta ovelha perdida, mas o que vemos nas ruas das principais da cidade é o inverso. Não existe por parte do governo a preocupação em retirar estes seres pequeninos do antro em que vivem e colocá-los numa creche dado-lhe alimentação e educação. E não é favor, é obrigação. Pois A Carta Magna do País outorga isto, mas certas responsabilidades são empurradas com a barriga. A falta de profissionais qualificados para cuidar de crianças e idosos preocupa a deputada Jacilda Urquisa (PMDB). A parlamentar chamou a atenção para os cuidados na hora de contratar o serviço e citou alguns casos de violência praticados por babás e cuidadores de idosos, a exemplo de uma reportagem apresentada, no último dia 29, nos principais telejornais do País. “As cenas gravadas pela família impressionaram pelo grau de crueldade”, comentou. A matéria mostra uma mulher espancando uma idosa surda, cega e que não fala.

Em apartes, os deputados Maviael Cavalcanti (DEM) e Terezinha Nunes (PSDB) também se pronunciaram. “Todas as estradas na Mata Norte estão acabadas”, frisou Cavalcanti. Terezinha criticou a falta de manutenção da BR-232 e registrou o trabalho desenvolvido por uma ONG, em parceria com a Prefeitura de Nazaré da Mata, para cuidar dos maiores de 60 anos. “O Brasil está se transformando num País de idosos, mas as pessoas não têm paciência com essa parcela da população, lamentou”. Verdade verdadeira a posição destes políticos que mostram lealdade e pureza nos coração. Se todos pensassem assim teríamos um Brasil mais solidário e humano. Quando Jesus nos alertou sobre os pequeninos não esperava de nós somente as medidas providenciais alusivas ao pão e à vestimenta. Não basta colocar comida em bocas miúdas, mas dar o abrigo, o carinho, o amor e a educação. “Amai uns aos outros assim como vos amei”. O que ocorre com crianças se repete com os adultos, os filhos ou dependente para livrar-se da responsabilidade e do trabalho abandonam seus idosos em asilos e nunca mais aparecem por lá. Temos que nos lembrar de que com o trabalho do presente, valendo-nos das conquistas passadas e buscando a fonte superior de idealismo elevado, estamos construindo nosso futuro. “Amor que salva e levanta é a ordem que nos governa, na lide em favor de todos, teremos a vida eterna. (Casimiro Cunha).


O prato de refeição tanto para criança como para o idoso é importante para o desenvolvimento e manutenção da vida, todavia não podemos esquecer “que nem só de pão vive o homem”. A nutrição material é sustentação do corpo, a nutrição espiritual é oportuna para facilitar a reabilitação e trazê-la novamente a uma vida digna. Aqueles que abandonam seus idosos em asilos para não executarem o amor, pois acham que o idoso dar trabalho não está isentos de culpa e se não punidos pela lei dos homens com certeza serão pela Lei Divina. A criança de hoje será o homem do futuro. A criança evangelizada será um adulto que se levanta no rumo da felicidade porvindoura. E o idoso que recebe afeto, carinho e cuidados especiais de seus entes queridos levará consigo energias positivas até o final de sua missão terrena. Devemos zelar tantas pelas crianças e pelos idosos, aliás, devemos zelar por todo ser humano carente de tudo. Se o governo não cumpre sua parte, nós devemos cumprir a nossa. Pensem nisso!

ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MEMBRO DA ACI-DA ALOMERCE E DA AOUVIR/CE

APOCALIPSE

APOCALIPSE

Apocalipse tem derivação grega apokalypsis que significa revelação. Tem também influência do latim tardio apocalypse. “O livro da Revelação, o último livro do Novo Testamento, atribuído ao apóstolo João, o Evangelista. Aquele em que Jesus confiou o cuidado que dispensaria a sua mãe Maria. Um livro profético que contém revelações aparentes terrificantes para os destinos da humanidade, mas verdadeiramente, seus augúrios são dirigidos à própria Igreja cristã, que se transformou na Igreja Católica Apostólica Romana e, depois, por uma variedade de cismas dividiu-se em muitas seitas e doutrinas diferentes. É preciso observar que um médium, quase sempre, fala do que seu psiquismo está cheio, pelo seu envolvimento pessoal, pelas pressões que sofre (Palhano Junior – A Verdade de Nostradamus). O grande problema de João era a igreja nascente com as perseguições e as heresias berrantes. Segundo o Espírito Emmanuel, em sua obra “A Caminho da Luz” psicografada pelo médium Chico Xavier: “Todos os fatos posteriores à existência de João estão ali previstos.


É verdade que, frequentemente, a descrição apostólica penetra o terreno mais obscuro; vê-se que sua expressão humana não pode copiar fielmente a pressão divina das suas visões de palpitante interesse para a história da humanidade. As guerras, as nações futuras, os tormentos porvindouros, o comercialismo, as lutas ideológicas da civilização ocidental, estão ali pormenorizadamente entrevistos. “E a figura mais dolorosa, ali relacionada, que ainda hoje se oferece à visão do mundo moderno, é bem aquela da igreja transviada de Roma, simboliza na besta vestida de púrpura e embriagada com o sangue dos santos.” Quando João, o evangelista se refere à Igreja de Roma temos que evidenciar o que já fizemos outras vezes em outras ocasiões. “Do ano 33 da morte de Jesus ao ano 54 da Era cristã, os seguidores de Nosso Senhor Jesus Cristo, o salvado do mundo os seus seguidores eram chamados “os seguidores do caminho”, tal citação pode ser conferida em (Atos 11: 26). Já no ano de 54 da nossa era ao ano 170 D.C., os seguidores do Mestre Jesus de Nazaré passaram a ser chamados de “Cristãos”. Por esta época, a igreja cristã era uma só, sem divisão e com única doutrina, a dos apóstolos.


No ano 170 da nossa Era, Santo Inácio de Antioquia, um presbítero daquela cidade da Síria (capital do império romano) e filho na fé do Apóstolo João, O Evangelista (posteriormente o seu sucessor na congregação cristã de Éfeso), escrevera uma epístola à igreja de Esmirna, declarando então (capítulo oito) que os imperadores pagãos jamais conseguirão destruir a igreja, pois ela era católica, ou seja, universal. Santo Inácio, ao chamar a igreja cristã de católica, dava entender que aquela Santa Instituição não se restringia, unicamente, às fronteiras do Império Romano, mas abrangeria todos os cantos do Planeta Terra. De 170 a 313 da nossa Era, a Igreja Católica não tivera nenhum envolvimento com assuntos concernentes à corrupção do mundo, ou mesmo participação na política daquele período agitado e perigoso da história romana. (Tais conotações estão inseridas no livro de Jeovah Mendes citado anteriormente). Passando uma revista no Livro do Apocalipse podemos anotar várias nuanças sobre este fenômeno religioso.

O propósito principal é confortar a igreja militante em seu conflito contra as forças do mal. O livro está cheio de consolações para os crentes afligidos. A eles é dito:Que Deus vê suas lágrimas — 7:17; 21:4, suas orações produzem verdadeiras revoluções no mundo - 8:3-4, sua morte é preciosa aos olhos de Deus -14:13, sua vitória é assegurada - 15:2, seu sangue será vingado - 6:9; 8:3, seu Cristo governa o mundo em seu favor - 5:7-8 e seu Cristo voltará em breve - 22:17. ( estudos do reverendo Hernando Dias Lopes). Este livro foi inicialmente endereçado aos crentes que estavam suportando o martírio na época do apóstolo João. Houve grandes perseguições nos primeiros séculos contra a igreja: 1) Nero (64 d.C); 2) Domiciano (95 d.C); 3) Trajano (112 d.C); 4) Marco Aurélio (117 d.C); 5) Sétimo Severo (fim do segundo século); 6) Décio (250 d.C); 7) Diocleciano (303 d.C). “A idéia de que ele é um livro selado, que trata de coisas encobertas - Na verdade o livro de Apocalipse é oposto disto. Apocalipse significa tirar o véu, descobrir, revelar o que está escondido. A ordem de Deus é: "Não seles as palavras da profecia deste livro, porque o tempo está próximo" (22:10).


As coisas que em breve devem acontecer mostra que há uma tensão entre o futuro imediato e o mais distante; o mais distante é visto como que transparecendo do imediato. O Cordeiro é o executor do deve acontecer. Há duas atitudes em relação à segunda vinda: 1) Quem se acomoda diz: "Onde está a promessa da sua vinda?" 2) "Estai de sobreaviso, vigiai; porque não sabeis quando será o tempo". A idéia de que ele é um livro que fala de catástrofe, tragédia e caos - Esse é o significado da palavra hoje. Tornou-se sinônimo de tragédia. Mas Apocalipse não fala de caos, mas do plano vitorioso e triunfante de Cristo e da sua igreja. Tema muito controverso que fala da igreja católica universal que não tinha interferêcia do Império Romano. Dessa sementes sem intervenções vem a influência do Império Romano que passou de simples igreja católica para Igreja Católica Apostólica Romana, fundada em 381 D.C., pelo imperador , Teodósio I de Roma, através do Concílio de Constantinopla I e do decreto imperial “Cunctus Populos” ( todos os povos), isto é, toda a massa, em peso, era convidada a aderir a nova igreja, sem nenhuma exigencia .


A igreja católica apostólica romana passou então a receber pessoas de todos os matizes – Arianos, pagãos, com os seus deuses, os povos bárbaros não regenerados, mas degenerados e outros connvencidos e não convertidos, a Igreja Romana passou a ser uma instituição paganizada, babilonizada e herética. E o mais desagradável é que o Apocalipse adverte a todos quanto almejam salvação: “sai dela, povo meu, para não serdes cúmplices em seus pecados, e para não participardes dos eus flagelos”. ( Apocalipse 18:4). O Espírito Santo usou João para escrever o quarto evangelho, as cartas e o Apocalipse. O objetivo do evangelho é alertar as pessoas a crerem em Cristo (20:31). O objetivo das cartas é encorajar os crentes a terem certeza da vida eterna (5:13). O objetivo do Apocalipse era alertar os crentes para estarem preparados para a segunda vinda de Cristo (22:20). Domiciano, o segundo Nero, que arrogou para si o título de Senhor e Deus, baniu João para a Ilha de Patmos, a colônia penal da costa da Ásia Menor.


Mas ao mesmo tempo em que se achava fisicamente em Patmos, achou-se também em espírito e Deus abriu-lhe o céu e revelou-lhe as coisas que em breve devem acontecer. Num tempo em que a igreja estava sendo massacrada e pisada, perseguida e torturada, João recebe a revelação de que o Noivo da Igreja, o Senhor absoluto dos céus e da terra, está no total controle da igreja e da história (1:1.3; 5:5). O número sete é um número importante no livro de Apocalipse. Ele aparece 54 vezes neste livro. O livro fala de sete candeeiros, sete estrelas, sete selos, sete trombetas, sete taças, sete espíritos, sete cabeças, sete chifres, sete montanhas. O número sete significa completo, total. Havia mais de sete igrejas na Ásia Menor. Mas quando Jesus envia carta às sete igrejas, significa que ele envia sua mensagem para toda a igreja, em todos os lugares, em todos os tempos. Pelo que vemos o Apocalipse leva diversos aspectos em seu bojo. Algumas religiões falam no controle da igreja e seu número simbólico de sete na Ásia. Já em outras fala sobre as atividades de João mostrando a face negra da igreja primitiva quando se transformou em Católica Apostólica Romana. Pensem nisso!

ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MEMBRO DA ACI-DA ALOMERCE E DA AOUVIR/CE

A INVEJA

A INVEJA

Existe um clichê popular que diz: “A inveja Deus condena”. Será que Deus condena a inveja humana? Se o próprio Deus deu ao invejoso o livre-arbítrio! Um caso a pensar e a refletir. A palavra inveja se reveste de um significado como todas as palavras da língua mãe. Derivação latina invidia tem como apoio maior no desgosto ou pesar pelo bem ou pela felicidade de outrem, desejo violento de possuir o bem alheio. Existe também o jargão popular de “matar de inveja” que é causar grande inveja a determinadas pessoas. Pesquisa mostra como este sentimento é processado no cérebro e as melhores maneiras de domá-lo. Você seria capaz de dominar seu cérebro? Fica a indagação no ar.


A inveja é definida nos léxicos como “desgosto, mortificação, pesar causado pela vista da alegria, propriedade ou êxito de outrem, acompanhado do desejo violento de possuir os mesmos bens”. “O ser humano costuma admirar e desejar tudo aquilo que não tem. Sendo assim, para muitas pessoas o que chamamos de inveja acaba soando de forma pejorativa. Já para outras, invejar pode significar admiração, um exemplo a ser seguido. Por isso, é importante analisar os dois lados desse tipo de sentimento, seja com um ato de contemplação, seja de cobiça. “A inveja desvendada” (Isto É 2064) – conotação de Fábio Moreira da Silva de Belo Horizonte-MG. Concordamos com a afirmação do leitor, mas podemos dar uma conotação maior à palavra já que ela deriva do verbo invejar e sabemos que o verbo pode trazer variantes de dimensões indefinidas. Vendo pelo lado espiritual, o Espiritismo (e todas as religiões) aponta a inveja como sentimento antagônico ao amor, esclarecendo-nos ser preciso bani-la de nossos corações, sem o que não conseguiremos ser felizes.


A inveja pode ser a víbora que espreita a sua futura vítima há todos os instantes, até encontrar ensejo favorável de inocular-lhe o seu vírus letal. Falamos no verbo invejar e sua sinonímia está ligada ao ter inveja de, olhar invejosamente, desejar vivamente, apetecer, cobiçar (o que é de outrem), ter ou sentir inveja, bem como, tem (ao contrário da quase totalidade dos verbos em - ejar) o e aberto nas formas rizotônicas: invejo (é), invejas (é), invejam (é); inveje (é), invejes (é), invejem (é), etc. Pret. imperf. ind.: invejava,... invejáveis, invejavam. Com forma invejáveis plural de invejável. Quando o hominal só vê motivos para louvar o que representa, o que sente e o que faz, com manifesto desrespeito pelos valores alheios, o sentimento que predomina em sua órbita chama-se “inveja”. Como assinante da Revista “Isto É” gosta de ler com mais acuidade as matérias mais polêmicas e que causam mais impacto aos leitores.


A inveja é uma delas. “O cérebro de invejoso na visão de Claudia Jordão e Carina Rabelo jornalistas responsáveis pela matéria. Dor – Ao sentir inveja, a região do córtex singulado anterior do cérebro, a mesma onde é processada a dor física, é ativada. Quanto mais intenso o sentimento, maior a atividade registrada no local. Prazer – Ao experimentar o shaden-freude, palavra alemã para o sentimento de prazer que o invejoso tem ao notar o infortúnio do invejado, a região do estriado ventral do cérebro é ativada. É nessa área que os sentimentos prazerosos são processados. Faltou em nossa opinião uma descriminação completa de quais sentimentos prazerosos o shaden-freude proporciona. “Insultos, provocações, não retenhas na memória. A inveja é sempre um tributo que a mesquinhez rende à glória.


Tem perdão para a inveja? Irmão é todo aquele que perdoa setenta vezes sete a dor da ofensa, para quem não há mal que o bem não vença, pelas mãos da humildade atenta e boa. A inveja pode causar sensações de irritação como a impaciência, a irritação, as imperfeições morais respondem pelos danos de demorado curso, que se instalam nas criaturas. São eles agentes fecundos da morte, arrebatando mais vida do que o câncer, a tuberculose e as enfermidades cardíacas somados, pois que são responsáveis pelo desencadeamento da maioria delas. A inveja doentia causa irritações sem controle e podem se associar ao que enumeramos acima. Tudo que é doentio pode levar a consequência da imprevisão. O ator Roberto Birindelli, 46 anos diz que: “A minha inveja se repetia em tantos palcos quanto houvesse situações de comparações”.


Já Claudia Neves, designer, 28 anos diz que: “O ex-marido da minha colega me disse que ela tinha ódio mortal de mim e queria me destruir”. Vejam como a inveja toma conotações diferenciadas quando passamos a estudá-la mais fundo. O psiquiatra José Thomé, da associação Brasileira de Psiquiatria revela que salvo os casos patológicos, as pessoas têm livre-arbítrio para viver ou eliminar a inveja. “É um sentimento muito primitivo, que deve ser trabalhado”. A revista coloca alguns personagens que conviviam com a inveja do outro. Antonio Saliere (1750-1825). Seis anos mais velho que Mozart, o compositor italiano não suportava a precocidade do concorrente. Anos após a morte do rival, Salieri corroía-se pela imortalidade da sua obra. Charles Saint-Beuve (1804-1869). Considerado um dos maiores críticos literários da França, Saint-Beuve agonizava diante do brilhantismo do escritor Victor Hugo.


Chegando a cobiçar a esposa e invejava o status do rival, bonito famoso e rico aos 20 anos. Bertolt Brecht (1898-1956) Ao se mudar para os estados unidos da América do Norte (EUA), o dramaturgo alemão ficou indignado ao perceber que ninguém sabia escrever seu nome, enquanto Thomas Mann era o escritor imigrante mais aplaudido do país. Michelangelo (1475-1564) sentiu-se ameaçado pelo brilho de Rafael Sanzio, oito anos mais novo. Insistia que o garoto o plagiava e criava dificuldades na sua relação com o papa. O ambiente de trabalho, por sua vez, é terreno fértil para os invejosos. Para os invejosos não tem lugar ruim, mas talvez o único lugar que ele não tenha inveja é de estar no lugar de um morto ou falecido. A inveja pode ser um mal ou doença do espírito humano. Pensem nisso1

ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MEMBRO DA ACI-DA ALOMERCE E DA AOUVIR/CE

AMOR DE JESUS

AMOR DE JESUS


O amor de Jesus está implícito no coração de todos nós, mas o ser hominal pela sua imperfeição e teimosia não leva nada a sério. Faz o que vem na cabeça, agindo pelo instinto animal querendo mostrar sua força perante o seu semelhante. O resultado na maioria das vezes é catastrófico. O amor ao semelhante está imantado em quase todas as religiões. A doutrina de Jesus está repleta de nuanças consoladoras, onde predomina o bem em detrimento ao mal. Analisando alguns aspectos por inteiro, e tomando como base o comportamento hominal o homem mostra que não possui script, visto que esse é o sentimento por excelência. Os sentimentos são os instintos elevados à altura do progresso feito e por viver num mundo aberto está sujeito a todas as aberrações que encontra no seu convívio e no meio em que vive.

Sendo o homem o produto do meio, temos que analisar com profundidade que este meio é construído por ele próprio. Daí a origem de sua personalidade e imperfeição. “Dizem alguns estudiosos e pessoas de bem que em sua origem, o homem só tem instintos; quando mais avançado e corrompido, só tem sensações; quando instruído e depurado, tem sentimentos. E o ponto delicado do sentimento é o amor, não o amor no sentido vulgar do termo, mas esse sol interior que condensa e reúne em seu ardente foco todas as aspirações e todas as revelações sobre-humanas. Bela afirmação que compilei para abrilhantar esta matéria de suma importância para os encarnados e neste rol inclui também os trabalhadores da última hora e os homens de boa vontade.
O que entendemos por Lei do amor? “A lei de amor substitui a personalidade pela fusão dos seres; extingue as misérias sociais. Ditoso aquele que, ultrapassando a sua humanidade, ama com amplo amor os seus irmãos em sofrimento! Ditoso aquele que ama, pois não conhece a miséria da alma, nem a do corpo”. Nas sociedades escravistas da Antiguidade clássica estão às origens da chamada cultura ocidental, nosso universo mental tem suas raízes no modo de vida das sociedades gregas e romanas. O que significa isto para nós? Mostra que nossa forma de observar o mundo, o de raciocinar e de agir evoluem a partir do que os grandes pensadores gregos nos deixaram. Se já relatamos que vivemos em épocas de crise de todos os matizes, não seria útil para nossa compreensão a nossa problemática atual. Devemos procurar a todo custo conhecer as origens de nosso pensamento e de nossa cultura mental e associá-las ao amor de Jesus Cristo.

“Tem ligeiros os pés e vive como que transportado, fora de si mesmo. Quando Jesus pronunciou a divina palavra amor, os povos sobressaltaram-se e os mártires, ébrios de esperança, desceram ao circo. O Espiritismo a seu turno vem pronunciar uma segunda palavra do alfabeto divino. Estai atentos, pois que essa palavra ergue a lápide dos túmulos vazios, e a reencarnação, triunfando da morte, revela às criaturas deslumbradas o seu patrimônio intelectual. Já não é ao suplício que ela conduz o homem: condu-lo à conquista do seu ser, elevado e transfigurado. O sangue resgatou o Espírito e o Espírito tem hoje que resgatar da matéria o homem”. Passagem muito bonita e que reflete a realidade da Doutrina espírita em nossas vidas. O amor de Jesus não tem crença, nem classe social ele ama o próximo, o irmão como está nos dois mandamentos que ele criou quando da sua profetização. “Ele disse: Eu não vim mudar a Lei e sim dá-la cumprimento, mas na realidade mudou, pois transformou os dez mandamentos trazidos por Moisés do Monte Sinai em dois”. “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”.

“Disse eu que em seus começos o homem só instintos possuía. Mais próximo, portanto, ainda se acha do ponto de partida, do que da meta, aquele em quem predominam os instintos. A fim de avançar para a meta, tem a criatura que vencer os instintos, em proveito dos sentimentos, isto é, que aperfeiçoar estes últimos, sufocando os germes latentes da matéria. Os instintos são a germinação e os embriões do sentimento; trazem consigo o progresso, como a glande encerra em si o carvalho, e os seres menos adiantados são os que, emergindo pouco a pouco de suas crisálidas, se conservam escravizados aos instintos. O Espírito precisa ser cultivado, como um campo. Toda a riqueza futura depende do labor atual, que vos granjeará muito mais do que bens terrenos: a elevação gloriosa”.

“E então que, compreendendo a lei de amor que liga todos os seres, há nela os gozos suavíssimos da alma, prelúdios das alegrias celestiais”. Para não cometer falso testemunho queria dizer que estas últimas inserções foram absorvidas por minhas pesquisas, achei maravilhosa e na ânsia de anotá-las esqueci de batizá-la dando o nome do autor. Por isso peço mais uma vez minhas desculpas.

O Espiritismo redivivo mostra com todas as nuanças quais os reflexos que o organismo humano sofre através das alterações químicas irreversíveis. Mesmo nas mortes causadas por acidentes, mais muito quando uma doença fatal ataca o corpo. Esteja sempre amando Jesus colocando-o em seus corações e repassando seus ensinamentos, orando, fazendo preces pelos mais fracos e oprimidos fatalmente estarão vacinados contras a maioria das doenças oportunistas. “Fora da caridade não há Salvação” é o lema da doutrina mais bela e a que mais cresce no Brasil e quiçá no mundo.
Amemos, perdoemos, esta é nossa missão sublime. São belos ensinamentos do Mestre Jesus que devemos transformá-los em amor. Procurai com zelo seguirdes os ensinamentos orientadores do Evangelho, visto que eles exprimem a Lei de Deus na sua mais ampla expressão. A ela deveis submeter vossas vontades e caprichos, de modo a domá-las conforme a bandeira maior do Espiritismo. Conhecemos o verdadeiro espírita pelos esforços em dominar suas más tendências. A vacina, o antídoto para este mal está a nossa disposição a toda hora, o dia todo, o amor incondicional a Jesus. Quem ama o Mestre por extensão recebe as benesses do Pai Todo Poderoso, nosso querido Deus. Pensem nisso!

ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MEMBRO DA ACI – DA ALOMERCE E DA AOUVIR/CE

ASSUNTOS ESPIRITUAIS

ASSUNTOS ESPIRITUAIS

Muitas pessoas pela sua materialidade obsessiva não acreditam em determinadas bens e dons dados por Deus a determinadas pessoas. As rezadeiras se revestem deste dom de Deus. Existe o “quebranto” já ouviram falar neste nome? Não! O “quebranto” e o “mau olhado” são choques de fluidos que se não identificam nem se harmonizam. Se entre os adultos há pessoas que se sentem mal ante o olhar de outras, é natural que as crianças sofram muito mais os efeitos de um olhar de poderosa influência magnética, consciente ou não. Na sua quase totalidade, os causadores desses incômodos às crianças ignoram por completo o mal que produzem. Vocês com certeza já ouviram algum falar: olha teu filho está com quebranto! É melhor chamar uma rezadora ou rezadeira. Normalmente são pessoas de idade que já praticam esta caridade há muito tempo.

O quebranto deixa a criança irritada, com sonolência, diarréia repentina, moleza no corpo ou chorando sem parar. Existem outras consequencias do famoso mal olhado ou quebranto. A rezadeira é convocada para o lar da criança e logo procura uma folha de pião roxo para começar a reza. Normalmente elas afirmam que três dias consecutivas são necessários para a cura. Começa a reza. Oração para cá e para lá e a criança começa a melhorar aos poucos o seu estado de saúde. Às vezes falam que o “quebranto” era tão grande que a folha de pião murchou com rapidez. A folha vai murchar com certeza, visto que foi tirada do local em que ela tinha vida e a conseqüência natural é murchar. Afolha é apenas um aparato e nada mais. O importante são as rezas e preces que combatem os fluidos negativos imantados no doente. As rezadeiras não cobram por seu trabalho, o que fortalece mais ainda a cura da criança. Vocês acreditam ou discordam?

Outro assunto que desperta atenção de muitas pessoas é o “pressentimento”, os senhores saberiam delinear qual o significado da palavra epigrafada. Pois é, o pressentimento um conselho íntimo e oculto de um Espírito que vos quer bem. Também está na intuição da escolha que se haja feito. É a voz do instinto. Antes de encarnar, tem o Espírito o conhecimento das fases principais de sua existência, isto é, do gênero das provas a que se submete. Tendo estas fases caráter assinalado, ele conversa, no seu foro íntimo, uma espécie, uma espécie de impressão de tais provas e esta impressão, que é a voz do instinto, fazendo-se ouvir quando lhe chega o momento de sofrê-las, se torna pressentimento. “O pressentimento é uma intuição vaga de coisas futuras. É um radiograma transmitido, ao presente, das regiões misteriosas do Porvir. O pressentimento é a vaga e confusa intuição do que vai acontecer. O pressentimento são recordações vagas e intuitivas do que o espírito aprendeu em seus momentos de libertação e algumas vezes avisos ocultos dados por espíritos benévolos.

Materialização – Os senhores já tomaram ciência do que seja materialização para o ser humano e qual a importância que ela tem para o ser hominal. “O termo materialização é comumente usado como sinônimo de ectoplasmia. Este, aliás, é o menos empregado. Na linguagem comum, predomina o uso da palavra materialização. Se nos ativemos à maior rigor científico-terminológico, diremos que só existe materialização quando o fenômeno ectoplasmático resulta em tangibilidade ou solidificação das formas. Podemos citar como exemplo as conotações que estão inseridas no livro do ABC ao Infinito – Espiritismo Experimental do confrade José Náufel. “Seria exemplo a materialização do Espírito Kate King, detalhamente estudada pelo grande e notável cientista inglês Sir William Crocks, durante os anos de 1870 e 1873, com o concurso da jovem médium Florence Cook. Ele desceu a todos os detalhes possíveis, realizando minucioso exame desse Espírito materializado: mediu-lhe a altura, verificou-lhe uma mancha; contava suas pulsações, verificou-lhes a cútis, e contextura dos cabelos, chegando a corta-lhe uma mecha; ascultava-lhe o peito, tocava-a e chegou mesmo a abraçá-la.


André Luiz, por sua vez, descreve, no Livro Missionário da Luz (psicografado por Francisco de Paula Cândido Xavier e editado pela Federação espírita Brasileira) (FEB), no capítulo 10, sob o título de materialização. Continuando nas nossas investidas espirituais vamos falar sobre a ectoplasmia que seria o termo mais apropriado para designar o fenômeno no sentido genérico, ou para tipificar os casos em que as formas perispíriticas, tornadas visíveis, não tenham materializado tangibilidade, isto é, não se tenham materializado, no sentido de se terem tornadas sólidas. Isto pode acontecer, visto que fica a critério do desencarnado pelo seu livre-arbítrio, mas a materialização normalmente começa na forma intangível para tempo depois ficar na forma tangível, onde pode ser tocada e até abraçada como no caso do espírito Kate King que chegou a ser abraçado pelo Sir William Crocks.


Psicometria o que seria? A Psicometria é a faculdade que possuem certos médiuns sensitivos de, ao contato direto ou à simples presença de um determinado objeto, ou mesmo de um fragmento mineral, vegetal ou animal, apreender psiquicamente a história da própria peça em si, como matéria, ou a história do seu possuidor ou de pessoas que estiveram relacionados como esse objeto, reconstituindo os respectivos ambientes, os fatos, pensamentos e sensações por elas vivenciadas no passado e no presente e, muitas vezes, prenunciando acontecimentos futuros que lhes dizem respeito. É uma longa e cansativa definição, mas queremos dizer que apesar destas nuanças a mesma ainda se encontra incompleta, pois poderíamos ir mais fundo para um entendimento mais seguro e confortável. Neurose – crise psicológica devido a um estado de desunião com o próprio ser, ou mais formalmente, uma dissociação moderada da personalidade, proveniente de distúrbios da ansiedade. Devem-se pesquisar possíveis obsessões espirituais além dos fatores psicológicos evidenciados.


Noctâmbulo, noctambulismo palavras derivadas do latim nox, noctis = à noite, e ambulare= (andar, marchar, passear). Aquele que marcha ou passeia durante a noite, dormindo; sinônimo de sonâmbulo. Esta última palavra é preferível, visto que noctâmbulo - noctambulismo não traduz de nenhuma maneira a ideia de sono. Niilismo – uma palavra de sinonímia esquisita, pois se refere à crença no nada, descrença absoluta; doutrina filosófica segundo a qual nada existe de absoluto; doutrina que prega a ausência da verdade moral e da hierarquia de valores. É uma doutrina insensata e anti-social, pois, seguramente o niilismo rompe os verdadeiros laços de solidariedade e fraternidade, em que se fundam as relações sociais. Pela crença do nada, o homem concentra todos os seus pensamentos na vida atual, o que o faz materialista e egoísta, tendo por princípio a intenção de levar vantagem em tudo. Pelo aspecto apresentado, pelas nuanças, pelos detalhes, pelos princípios fundamentais e pela conotação final o niilismo veio se juntar ao arcabouço da lei do Gérson. “Gosto de levar vantagem em tudo. Certo! Errado estimado Gérson.


ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MEMBRO DA ACI-DA ALOMERCE E DA AOUVIR/CE

EUTANÁSIA

EUTANÁSIA

Alguém sabe o significado desta palavra? Uns sim, outros não. A palavra epigrafada está em moda nos dias atuais e há quem queira regulamentar a sua prática. A curiosidade aumentou? Não! Sim ou talvez? Como toda palavra da nossa língua a eutanásia não poderia fugir à regra. Eutanásia nada mais é do que uma morte serena, sem sofrimento, mas sua prática no Brasil, não tem amparo legal, mesmo sendo uma atitude que vise abreviar, sem dor ou sofrimento, a vida de um doente reconhecidamente incurável. Embora o étimo grego (derivação grega étymon, e do latim etymon-Vocábulo que constitui a origem de outro), venha a postular a “eutanasia”, mas seu uso consagrou “eutanásia” no português do Brasil. Sabias? O primeiro País a regularizar a eutanásia, como nação foi à Holanda, aliás, neste país muitas nuanças proibidas em outras nações, lá são legais.

Alguns costumam chamar de morte digna. Na realidade a eutanásia é a prática, sem amparo legal como afirmamos antes, pela qual se busca abreviar, sem sofrimento, sem dor, a vida de um paciente com doença reconhecidamente incurável. Mesmo através deste diapasão não temos o direito de tirar a vida de ninguém, mesmo nas condições contadas, pois seremos considerados criminosos por lei, e estaremos sujeitos a sanções previstas no Código Penal brasileiro. A desculpa para esta prática geralmente é proporcionar uma morte serena e sem sofrimento ao enfermo, mas a Doutrina Espírita a condena, pois que mesmo estando o corpo a sofrer, o Espírito aprende, reconsidera, reformula, medita, resgata velhas dívidas com a Lei. (Dicionário de Filosofia Espírita de L.Palhano Jr). Cada um deve partir do mundo no momento exato do término de suas provas e expiações, a abreviação delas pode causar ao Espírito transtornos de difícil reposição. É condenável aquele que pratica a eutanásia. Mesmo com a regulamentação humana através de Projetos de Leis, o ser hominal que a pratica estará amparado, mas não se eximirá de culpa quando adentrar ao mundo espiritual.

Pegando um gancho no livro de Bioética (Uma contribuição Espírita) de Francisco Cajazeiras, no capítulo 03 – Anatomia da Eutanásia Legalizada, pag. 24 extraímos o seguinte detalhe: “Em novembro de 1997, o jornalista Brian Eads publicou matéria na conceituada revista “Seleções (Reader’s Digest)”, em que abordava a eutanásia naquele país (Holanda). Ali, vamos encontrar os seguintes dados estatísticos: Eutanásia Voluntária 3.600 casos/ Eutanásia Involuntária (Aumento da dose de medicamentos pelos médicos) 1.900 casos/ Não classificados como Eutanásia ou Auxílio ao Suicídio 900 casos/Recém – nascidos incapacitados 15 casos. Some-se a esta estatística 40% das desencarnações dos pacientes mentalmente incapacitados, acontecerem após a decisão de seus médicos em suspender seu tratamento, aumentar a dose de drogas analgésicas ou mesmo administra-lhes substância letal. Queremos afirmar que o livro em alusão é muito bom e traz assuntos polêmicos da atualidade. Recomendamos a leitura.

O paciente pode ficar as expensas do médico e também de sua lealdade, mas diante da estatística supracitada, o risco que corre o paciente é muito grande, visto que a imperfeição não tem nacionalidade, nem pátria especifica. Ainda que haja chegado ao último extremo um moribundo, ninguém pode afirmar com segurança que haja soado a hora derradeira. A ciência não se terá enganado em suas previsões? Sabemos existir casos que se podem, com razão, considerarem desesperadores; mas se não há nenhuma esperança fundada de um regresso definitivo a vida e à saúde, existe a possibilidade, atestada por inúmeros exemplos, de doente, no momento mesmo de exalar o último suspiro, reanimar-se e recobrar por alguns instantes as faculdades! Diante deste fato, essa hora de graça, que lhe é concedida, pode ser-lhe de grande importância. Desconheceis as reflexões que o espírito poderá fazer nas convulsões de agonia e quantos tormentos lhe podem poupar um relâmpago de arrependimento. (Espiritismo de (A) a (Z).

O Espiritismo desde os tempos de antanho vem estudando estes casos polêmicos e de difícil definição, pois o Espírito é o controlador substancial da Matéria a que a ele pertence neste mundo material. Depois da estagnação biológica começa o desprendimento do Perispírito e pode ser lento ou mais rápido, dependo de vários fatores espirituais. A pressa sendo a inimiga da imperfeição, pode levar o Espírito a um estado de perturbação provocando transtornos sem proporções durante a sua liberação do corpo físico. A eutanásia em suma, é sempre uma forma de homicídio, pelo qual seus autores responderão no porvir, em grau compatível com as suas causas determinantes. Aqui estará sob as penas da lei humana e lá sob as sanções espirituais. O homem não tem direito de praticar a eutanásia, em caso algum, ainda que a mesma seja a demonstração aparente de medida benfazeja.

A agonia prolongada pode ter finalidade preciosa para a alma e a moléstia incurável pode ser um bem, como uma válvula de escoamento das imperfeições do Espírito em marcha para a sublime aquisição de seus patrimônios da vida imortal. Além do mais, os desígnios divinos são insondáveis e a ciência precária dos homens não pode decidir nos problemas transcendentes das necessidades do Espírito, pois somente ele pode tomar a decisão final e para isso o Espírito está em constante evolução e as reencarnações sucessivas são o único caminho para torná-lo ou dotá-lo desse poder de evoluir, visto que o Espírito não retrograda. A morte física não é o fim. É pura mudança de capítulo no livro da evolução e do aperfeiçoamento. Morrer é renascer, volver a matéria à sua verdadeira pátria, que é a espiritual. É o começo de outra vida mais feliz. Poderíamos citar inúmeras sinonímias para a morte, mas não haveria necessidade, visto que a morte é a transformação, segundo os desígnios de Deus, mas sempre útil ao fim que Ele se propõe. Antes a morte física só completava seu ciclo após a válvula propulsora ter deixado de bater. Hoje as coisas mudaram, com a “morte cerebral”, mesmo com o coração batendo os órgãos são doados com autorização da família é claro, mas como o ser humano é infalível quem pode garantir que aquele corpo com o coração batendo e sem sinais de vida cerebral a morte tenha se concretizado.

Os erros médicos estão aí e nenhum ser humano independente da profissão que exerce pode ser infalível. Nós consideramos a morte cerebral uma precipitação médica, pois enquanto existir um átomo que esteja ligado ao perispírito à morte não se consumou. A extinção da vida orgânica acarreta a separação da alma em consequência do rompimento do laço fluídico que a une o corpo, mas essa separação nunca é brusca. O fluido perispiritual só pouco a pouco se desprende de todos os órgãos, de sorte que a separação só é completa e absoluta quando não mais reste um átomo do perispírito ligado a uma molécula do corpo. Se a válvula propulsora bate sempre haverá uma esperança, mesmo que mínima. Um caso muito polêmico sobre a morte está narrado na Bíblia onde Lázaro é dado como morto e sepultado, mas Lázaro não estava morto, apenas dormia como disse o Mestre Jesus, pois estava acometido de um estado grave de letargia. Neste estado pode levar um profissional de medicina a dar um diagnóstico precipitado.

Normalmente os médicos não conseguem decifrar se o corpo tem vida ou se a morte se concretizou. Existem casos de letargia que as extremidades começam a necrosar causando mau cheiro como aconteceu a Lázaro quando Jesus mandou abrir o túmulo. Um assunto que poderemos debater a posterióri é sobre a clonagem. Já que se pensa em clonar o ser humano, mas de bom alvitre seria que os cientistas conseguissem clonar órgãos, aí então esta celeuma da doação acabaria com final “feliz”. Convém salientar que muitas famílias durante a exumação de cadáveres para dar espaço no túmulo para outro ser sepultado, a pasmacidade toma conta dos presentes, visto que o corpo foi sepultado numa posição e no decorrer da exumação os restos mortais estão em posição diferente. O que dizer quando estes casos acontecem? Pensem Nisso!

ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MEMBRO DA ACI – DA ALOMERCE E DA AOUVIR/CE

METEMPSICOSE

METEMPSICOSE

O que poderíamos definir como metempsicose? Na expressão mais escorreita, poderemos dizer que é uma palavra que tem derivação grega metempswchosis, e do latim metempsychose, e encontra na filosofia seu significado mais específico. Doutrina segundo a qual, uma mesma alma pode animar sucessivamente corpos diversos, homens, animais ou vegetais; transmigração. A sinonímia de transmigração é aquela que está relacionada à transmissão do pensamento, que muitos chamam de telepatia. Os gregos de antanho pensavam assim, mas como o Espírito tem a função de evoluir e não de retrogradar esta definição ficou praticamente sem sentido, pois o homem dotado de inteligência, do livre-arbítrio e do instinto, jamais iria reencarnar na forma metempsicosiana. Seria uma distorção total do que se estudou e aprendeu nos dias atuais. Já pensaram na possibilidade de um Espírito Puro como Jesus Cristo ter vindo a Terra na forma de um animal irracional? Seria até um ato blasfêmico e inaceitável.


Em corpos diversos, animais e vegetais seria uma grande aberração. Mas, na realidade o povo da antiguidade pensava desta maneira. A palavra reencarnação é tão antiga que mesmo antes de Cristo, os egípcios, os gregos, os indianos, os chineses e outros povos admitiam. A palavra ressurreição só apareceu nos velhos e surrados concílios da Igreja Católica, muito tempo depois de Cristo, em Constantinopla. A palavra do reino quer dizer: “Os ensinamentos dados por Jesus para que os homens aprendessem a merecer o Reino dos Céus”. As palavras da Vida Eterna retêm contigo estas palavras, porque são santificadoras do espírito, na experiência de cada dia, e, sobretudo, o nosso seguro apoio mental nas horas difíceis das grandes renovações. Vejam o que o Panteísmo afirma: “O panteísmo, propriamente dito, considera o princípio universal da vida e de inteligência como constituído de Divindade. Deus é - concomitantemente Espírito e matéria; todos os seres, todos os corpos da Natureza compõem a Divindade, da qual são as moléculas e os elementos constitutivos.


Deus é o conjunto de todas as inteligências reunidas, cada indivíduo, sendo uma parte do todo, é Deus ele próprio; nenhum ser superior e independente rege o conjunto, o Universo é uma imensa república sem chefe, ou antes, onde cada qual é chefe com poder absoluto. Os senhores concordariam com este pensamento da doutrina panteísta? A filosofia diz que é a doutrina segundo a qual só Deus é real e o mundo é um conjunto de manifestações ou emanações, ao mesmo tempo define como doutrina segundo a qual só o mundo é real, sendo Deus a soma de tudo quanto existe. Os Espíritos são fragmentos de Deus e que a Ele se reintegram, neste caso não haveria a individualidade, pois todas as coisas seriam como partes da mesma Divindade.


Voltando a metempsicose poderíamos afirmar ser verdadeira, se indicasse a progressão da alma, passando de um estado inferior a outro superior, onde adquirisse desenvolvimento, que lhe transformasse a natureza. É, porém, falsa no sentido de transmigração direta da alma animal para o hominal e reciprocamente. Neste caso implicaria na total ideia de uma retrogradação, ou de fusão. Mas já se sabe que o Espírito evolui e não retrograda. A evolução do Espírito é concebida através das reencarnações sucessivas. A unidade de pensamento hominal é de bastante valia, visto que quando Jesus afirmava através de suas parábolas de que “Meu Pai e eu somos um”, “nada mais era do que figurativo, devido à finalidade da expressão ter o sentido de exprimir a unidade de pensamento que existia, pela afinidade fluídica, pelo amor, pela pureza, entre Deus e o Cristo”. Pode até parecer história sem pé e sem cabeça se afirmarmos que Cristo já existia em Espírito e ao encarnar na Terra teria recebido esta denominação. Mas é pura realidade. Os dicionários hoje dizem que a palavra Cristo como muitas outras deriva do latim Christu e do grego Christós, 'o que foi ungido'. Redentor, Messias.


Cristo, também era definido como a pedra angular que deveria vir. Se ele deveria vir já existia em Espírito e era tão evoluído que sempre estava acompanhado de uma plêiade muito grande de espíritos Superiores. Cristo é o sol espiritual de nossos destinos. Ao encarnar na Terra recebeu o nome de Jesus e como não existia o sobre nome os nascidos adotariam a cidade em que vieram ao mundo, Jesus de Nazaré. O nome Jesus quer dizer ou indica espanto, dor, surpresa, admiração. A metempsicose na opinião de nossos antepassados não passava de uma teoria que afirmava mediante a qual os Espíritos que se não mantiveram com equidade e nobreza na Terra a ela retornava como animais inferiores. As pesquisas são de enormes valores para os escritores, para alunos, acadêmicos, doutores, jornalistas e para todas as pessoas que querem adquirir conhecimentos e aquelas sedentas do saber ou sabedoria. Sempre existiu e continuará existindo, visto que o mundo é grande e a psicosfera do bem saber não tem tamanho nem dimensões, é infinita. É de bom alvitre que contamos com a ajuda amiga do livro Espiritismo de (A) a (Z) e do dicionário de Filosofia Espírita de L. Palhano JR, na qual agradecemos.


Metempsicose que é o assunto principal da nossa conversa é a Doutrina amiga da reencarnação que preconizava a transmigração da alma humana para os animais e dos animais para o homem, para não dizer vice-versa. Na doutrina moderna da reencarnação, os Espíritos rejeitam de maneira absoluta tal transmigração, porque ofende frontalmente ou vai de encontro à lei de evolução e do progresso, pois, uma vez que o Espírito avança em suas aquisições evolutivas, não mais retroage. Palingenesia palavra que vem do grego como muita daí a importância que a Grécia tem para a formação cultural do mundo. Do grego palingenesía, e do latim a posterióri palingenesia assumindo papel filosófico de eterno retorno e segundo Schopenhauer o renascimento sucessivo dos mesmos indivíduos. Já a reencarnação está ligada a todas as religiões antigas, cada qual com sua versão, a reencarnação vem a ser elevada à condição de Lei Universal pelo Espiritismo ou Doutrina Espírita, como condição sine qua non para a evolução de todos os seres viventes. Trata-se da doutrina da pluralidade das existências corpóreas, do renascimento, das muitas vidas corpóreas sucessivas que um Espírito necessita para aprender e aperfeiçoar-se, tanto na Terra como em outros planetas habitados do Universo. Pensem Nisso!

ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MEMBRO DA ACI-DA ALOMERCE E DA AOUVIR/CE

SAUDADES DOS MEUS PAIS

SAUDADES DOS MEUS PAIS


O sublime ato da procriação foi uma dádiva divina e não se robustece de pecado, visto que o sexo foi criado por Deus e colocou-o a disposição dos hominais e animais irracionais. Devido à desobediência da criação, macho e fêmea, ou seja, Adão e Eva, o Pai Maior disse aos dois “crescei e multiplicai-vos”. Era a primeira sentença matemática criado por Deus. O homem com seus dogmas e sua imperfeição acharam de apelidar o ato sexual de “pecado original”, se o pecado teve origem o “pecado genérico” deverá surgir nos finais dos dias, ou no decorrer deles. A vida hominal se reveste de grande aparato: “Nascimento, permanência no orbe e retorno ao mundo espiritual” de onde viemos e que muitos incrédulos apelidaram de morte.


Para os espíritas e os espiritistas ela não existe é apenas a troca da vestimenta carnal pela matéria sutil. A matéria carnal votará ao fluido cósmico ou fluido universal de onde veio. Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos dos sonhos que tivemos dos tantos risos e momentos que compartilhamos amor que dedicamos correspondidos ou não, a amizade sadia, as alegrias e tristezas, as vitórias e derrotas, enfim uma infinidade de ações que só os humanos podem desfrutar. Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim do companheirismo vivido e revivido, só que estes momentos aqui enunciados sofrerão a ação do tempo, visto que ao cumprirmos nossa missão terrena iremos nos encontrar do local de onde viemos, o mundo espiritual. O ser hominal sofre a separação por ser imperfeito e além do mais por ser possuído pelo extinto de conservação.


A evolução espiritual deve ser uma constância e um ato de amor. Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre? Com certeza elas continuarão com mais intensidade e carinho. Hoje não temos mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai pra seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento, segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe nos e-mails trocados. Quem pensa desta natureza e com este perfil pode se considerar um ser humano derrotado. É certo que temos saudades dos entes queridos ausentes por um determinado tempo, mas com destino certo. Um mundo melhor, diríamos uma grande viagem. A saudade e o sentimento de perda de meu pai, de minha mãe, de meus irmãos, parentes, amigos é muito dolorosa e às vezes tristonha demais, mas existe o conforto divino, pois sem eles não conseguiríamos suportar esta ausência. Podemos nos telefonar conversar algumas bobagens. Aí os dias vão passar, meses, anos até este contato tornar-se cada vez mais raro. Vamos nos perder no tempo. Vejam como o pensamento do homem é tremendamente materialista e egoísta. Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão: Quem são aquelas pessoas? Diremos que eram nossos amigos. E isso vai doer tanto! Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida!


A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente... Quando o nosso grupo estiver incompleto. Reuniremos-nos para um último adeus de um amigo. E entre lágrima nos abraçaremos. Faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vidinha isolada do passado... E nos perderemos no tempo. Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades. Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores. Mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! (Vinícius de Moraes). Grande Vinicius de Moraes seu grande labor na Terra trouxe-lhe fama, mas na maioria das vezes a fama não se reveste de pontos positivos para a matéria e o Espírito.


Com certeza meu amigo onde quer que estejais, haverás de concordar comigo, pois a fama fez aumentar o seu orgulho e os amigos que compartilharam contigo esta fama, talvez tenha influenciado a sua vida e através da boêmia as tuas ações enfraqueceram seu corpo e teu Espírito não suportando tantas inserções deletérias achou por bem, através de o livre-arbítrio abandonar seu corpo já cansado e depauperado. O ser hominal tem o seu livre-arbítrio, o Espírito também tem o seu. Somos iguais em tudo com uma pequena diferença, visto que quem já está do outro lado já se despojou desta matéria grosseira que é a carne. Como o fone toca de lá para cá poderás através de um médium transmitir qualquer mensagem e quem sabe se o grande Francisco de Paula Cândido Xavier já fez em vida. Saudades continuarem ter pelo instinto de conservação, mas os laços não são desfeitos, pois o Espírito na erraticidade planeja uma nova encarnação e sua preferência é no meio familiar, a não ser que receba uma tarefa muito importante em prol do mundo em que vivemos.

ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MEMBRO DA ACI-DA ALOMERCE E DA AOUVIR/CE

Antonio Paiva Rodrigues

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Este blog tem por finalidade divulgar o jornalismo pelo Brasil e no mundo. Bem como assuntos doutrinários e espirituais.