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Espiritismo Redivivo

terça-feira, 14 de outubro de 2008

MEDIUNIDADE

MEDIUNIDADE

A palavra mediunidade é bastante conhecida no meio religioso, mas sua sinonímia ainda não tem o respaldo necessário de quem ouviu falar. Alguns dicionários qualificam-na como uma qualidade de médium. Então, o que seria um médium? A palavra deriva do latim medium e segundo a Doutrina espírita é o intermediário entre a vida material e espiritual. A palavra médium na opinião dos neófitos tem uma conotação própria dos adeptos do espiritismo. Ledo engano. Todo ser humano, independente de raça e credo pode ser médium. No ateísmo existe a presença do médium. Todos nós habitantes terreno somos mais ou menos médiuns. Uns em maior escala, outros em menor dimensão.

Jesus Cristo foi o maior médium que pisou o orbe terrestre. Na própria Bíblia, mas precisamente na transfiguração no Monte Tabor, ele conversa com os Espíritos de Elias e Moisés, na presença de Pedro, João e Thiago. Os médiuns são os interpretes incumbidos de transmitir aos homens os ensinos dos Espíritos; ou seja, são os órgãos materiais de que se servem os Espíritos para se expressarem aos homens por maneira inteligível. A mediunidade está muito aflorada nas crianças até aos sete anos de idade. Não tem época certa para aflorar e todo aquele que sente num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por esse fato médium. Existem diferentes tipos de mediunidade.

Médium de efeitos físicos, audiente, curador, científico, de transporte, devotado, tarefeiro, vidente, escrevente, de pressentimentos, de efeitos intelectuais, audiente, falante, filósofo r moralista etc. Quem exerce a mediunidade deve manter-se sempre consciente, não pode se deixar levar por um espírito enganador, pois pode entrar na condição de fascinação ou fascinado. As reuniões mediúnicas devem ser privadas e não abertas ao público, visto que podem estar muitos curiosos que nada tem a ver com o espiritismo. Essas reuniões costumeiramente são denominadas de mediunidade show. Os grandes centros praticam a mediunidade privado em local previamente estabelecido.

A homogeneidade nascida da comunhão de pensamentos favorece a que todas as áureas individuais se unam uma às outras para formar uma única, o ‘campo psíquico coletivo, durante uma reunião mediúnica. Saliente-se que a comunicação entre desencarnados e encarnados é feita através do pensamento e de perispírito a perispírito. Podem acontecer também nas reuniões mediúnicas casos de materializações. O médium numa casa espírita tem que participar de todas as atividades do centro e não ficar na exclusividade da mediunidade. Muitas instituições espíritas têm o costume de fazerem o “carro-chefe” de suas atividades as reuniões mediúnicas, desprezando a importância dos estudos, do atendimento fraterno, da educação espírita ou evangelização, das palestras públicas, dentre outras.

Grupos mediúnicos sérios fazem reuniões periódicas de avaliação das atividades, oportunizando uma destinação e que todos os integrantes da equipe possam se afinizar e conversar, eliminando as “distâncias” entre si. A interação entre os médiuns é de muita importância no exercício da mediunidade. “A mediunidade é ferramenta valiosíssima sim, senhor, e acima de tudo, muito importante como instrumento de educação e progresso. Alguns dirigentes deveriam considerar os portadores de certas aptidões mediúnicas ostensivas, pessoas que, geralmente, apresentam fortes sintomas obsessivos, aqueles desequilíbrios naturais do início”.

Os fenômenos mediúnicos podem ser inteligentes e físicos. Num estudo mais apurado dizemos que os fenômenos inteligentes têm sua Classificação Básica ; Efeitos Inteligentes e Efeitos Físicos e estão assim relacionados: Psicofonia: Graus (Psicografia Mecânica; Semimecânica; intuitiva . (Vidência e Clarividência) ; Vidência; clarividência; (Audiência e Clariaudiência); Audiência; Clariaudiência e sensitividade. Os fenômenos de efeitos físicos são os fluidos e os efeitos físicos discriminados como; Curas ; Levitação; Transporte ; Pneumatofonia; transfiguração E materialização. Transfiguração está nas propriedades do fluido perispirístico que se encontra a explicação deste fenômeno. A transfiguração é um fato muito comum que, em virtude da irradiação fluídica, pode modificar a aparência de um indivíduo; mas, a pureza do perispírito de Jesus permitiu que seu Espírito lhe desse excepcional fulgor.

Quanto à aparição de Moisés e Elias cabe inteiramente no rol de todos os fenômenos do mesmo gênero, materialização. De toda a faculdade que Jesus revelou nenhuma se pode apontar estranha às condições da humanidade e que se não encontre comumente nos homens, porque estão todas na ordem da Natureza. Pela superioridade, porém, da sua essência moral e de suas qualidades fluídicas, aquelas faculdades atingiam nele proporções muito acima das que são vulgares. Posto de lado o seu envoltório carnal, ele nos patenteava o estado dos puros Espíritos. Vamos nos nortear muito bem pesquisando com mais calma e precisão o site http://www.guia.heu.nom.br/transfiguracao_de_jesus.htm. A mediunidade é coisa séria e deve ser estudada com muita cautela.

No mínimo um estudo seqüenciado do Livro dos Médiuns de Allan Kardec por dois anos ou mais. Vejam o que está escrito em Mateus 17:1-9/1. Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro, Tiago e João seu irmão, e elevou-os à parte a um alto monte. 2. E foi transfigurado diante deles: seu rosto resplandeceu como o sol, e suas vestes tornaram-se brancas como a luz. 3. E eis que foram vistos Moisés e Elias conversando com ele. 4. Então Pedro disse a Jesus: "Senhor, é bom estarmos aqui; se queres, farei aqui três tendas; para ti uma, para Moisés uma e uma para Elias!". 5. Falava ele ainda, quando uma nuvem de luz os envolveu e da nuvem saiu uma voz dizendo: "Este é meu Filho, o Amado, que me satisfaz: ouvi-o". 6. Ouvindo-a, os discípulos caíram com a face por terra e tiveram muito medo. 7. Aproximando-se Jesus, tocou neles e disse: "levantai-vos e não temais". 8. Erguendo eles os olhos a ninguém mais viram, senão só a Jesus. 9. Enquanto desciam do monte, ordenou-lhes Jesus dizendo: "A ninguém conteis esta visão, até que o Filho do Homem se tenha levantado dos mortos". Em Marcos 9:2-9 e Lucas 9:28-36.

Para não nos alongarmos mais queremos dizer que Jesus não divulgava o Espiritismo, pois esta nomenclatura é nova e surgiu em 1857 com Allan Kardec. Os médiuns da antiguidade eram chamados de profetas. Teríamos muita coisa para abrilhantar esta matéria, mas a importância da mediunidade é tamanha que só uma enciclopédia poderia deter parte de seus ensinamentos. Pensem Nisso!


ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MEMBRO DA ACI-ALOMERCE E AOUVIR/CE

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Antonio Paiva Rodrigues

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